Nas últimas semanas as coisas não tem estado nada fáceis para mim. Podem até parecer mas na minha cabeça não estão.
Esse fim de semana deveria estar num local bem bucólico na companhia de muitas mulheres em uma espécie de retiro. Há muitos anos vou para este "evento", mas esse ano algo me fez não querer ir, já fui várias vezes me sentindo muito mal mas fui. Dessa vez não consegui, ao mesmo tempo que seria muito bom para mim parecia que seria um sacrifício imenso. Eu queria muito ver as pessoas e conversar e participar de algumas partes. Mas ao mesmo tempo não queria abordar certos assuntos, me fingir de bem com o mundo nem participar de várias partes importantes do evento. Portanto não fui.
Semana passada Melissinha veio de Sampa para passar um fim de semana comigo, falar abobrinhas, conhecer Brasília e principalmente me ajudar a manter a cabeça no lugar e ter incentivo para continuar.
Ontem fui visitar Maria e Helena, conversamos muito e me ajudou na decisão e a pensar sobre alguns processos da vida.
Hoje finalmente consegui ir visitar Pelúcia e Pelucinha, há semanas tentávamos nos ver e não dava certo. Ir para um ambiente neutro, escutar outros problemas, ver a Julia sorrindo olhando para mim e ver um fluir da vida diferente foi muito bom.
Voltando para casa do nada, Kharine Briiiiiiiiigida veio falar comigo, engraçadissimo pensar nisso agora, amanhã no encontro se comemora o dia de Brigid, uma deusa/santa irlandesa que cultuamos e homenageamos todos os anos e minha amiga que vem me falar sobre os meus dons e como posso aplicá-los tem justamente o nome da deusa, Maria: Que acha disso?
Kaka veio trazer um novo olhar para minha história, novas possibilidades e também me mostrar que por mais que as vidas pareçam perfeitas, todos passamos por dificuldades e que mesmo depois desse tempo todo sem nos vermos, sem conversar nossa vida se encaixa, se "complementa" e ainda compartilhamos de sonhos, pensamentos, vitórias, derrotas, encontros e desencontros.
Coloco um mensagem sobre um Show e quem me responde? Maira, uma das minhas amigas mais difíceis de encontrar, eu quase desisti dessa possibilidade, mas ela me diz que talvez possa me ver no show. Ao mesmo tempo descubro que Clá está em Brasilia, outra super escorregadia e quase ou mais difícil de ver que Maíra.
O que quero dizer com tudo acima é que em um momento tão difícil, em que me sinto tão perdida, tão maltratada, vocês trouxeram um sopro de ânimo, me fizeram pensar que por um minuto alguém se importa comigo e com o que minha vida vai virar, e me fizeram desfocar do que eu considero um super problema para tentar começar a voltar para um caminho mais leve e diferente. E isso me lembra de um texto que recebi há muitos anos dizendo que mulheres que tem amigas são mais saudáveis e por sorte consigo manter muitas de vocês por perto por mais longe que estejamos fisicamente. Mas não faz mal dar sinal de vida hein?
Outra coisa que isso me lembra é um dos dizeres do grupo de mulheres: " A dor de uma mulher é a dor de todas as mulheres" e eu complemento que a alegria de uma mulher é a alegria de todas as mulheres. E outra coisa que acho muito bonita: "Eu uno meu coração ao seu e uno as minhas mãos as tuas para que juntas possamos fazer o que sei que não posso fazer sozinha". é um pouquinho diferente disso mas é nesse sentido.
E por fim, enquanto tudo isso rolava vi um documentário sobre as mulheres que morreram queimadas na fábrica Triangle, em NY (onde Kaká habita neste momento) e lá eles mostram que muitas delas morreram abraçadas e se ajudando até o último suspiro.
Beijos Amigas.
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