quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

"I believe in never, I believe in all the way"

Quase certeza que já citei algo aqui chamada Couchsurfing... mas o que é exatamente?
Tooodos me perguntam isso em algum momento. E eu, agora, respondo: é algo que a cada dia me deixa mais encantada pela genialidade, ousadia e possibilidades que me proporciona. Mas como você coloca alguém totalmente estranho dentro de casa? Alguém que conheceu pela internet e tem alguma poucas referências? Bom... pode ser um risco, mas até agora recebi pessoas que pareciam minhas amigas há anos e isso vale para as que conheci nos encontros, para as que me receberam e para as que apenas passearam comigo por uma tarde ou 30 minutos que fossem. Neste momento estou sendo recebido em São Paulo, e cada vez que chego na casa de alguém me surpreendo mais. São pessoas maravilhosas. Nem meus amigos se disponibilizam tanto assim para me auxiliarem de alguma forma. E como essa viagem tem me proporcionado ótimas experiências e pessoas ultra interessantes e divertidas entrando na minha vida...
E eu que sempre tive um pé atrás com as pessoas e nunca acreditei muito na bondade do ser humano, começo a me flexibilizar um pouco mais...
Que venha a próxima. ;)
Pense duas vezes antes de NUNCA falar ou receber um estranho ;)
E aqui, um vídeo a respeito do projeto, explicando melhor como funciona e também uma reportagem:



"Site com interessados em ceder o lar já intermediou 2,5 milhões de contatos
A maior parte deles, entre viajantes dos 18 aos 24 anos


Rodar 10 países na Europa, em 35 dias, e não gastar nenhum real. Ou melhor, nem um euro ou dólar com hospedagem. E ainda fazer amizades com moradores de cada cidade visitada, conhecer seus costumes, dividir refeições e até o quarto. Essa foi a história do estudante Kenyo Andries, de 21 anos, durante seu mochilão pela Europa, que reflete ainda a experiência de muitos dos mais de 2 milhões de usuários do Couchsurfing (www.couchsurfing.org), uma rede mundial para fazer conexões entre viajantes e as comunidades locais que eles visitam.


O site surgiu em 2004 e de lá para cá já intermediou 2,5 milhões de contatos entre os internautas cadastrados. Eles tanto podem combinar um simples papo em um café ou numa choperia quanto acolher outros viajantes — oferecendo lavanderia, refeições e orientações sobre como o hóspede pode tirar melhor proveito da viagem e da cidade onde está. Os Estados Unidos lideram em número de perfis, com quase meio milhão, seguidos por Alemanha, França, Inglaterra e Canadá. O Brasil aparece em nono lugar, com aproximadamente 60 mil usuários. Como é de se esperar, a comunidade é formada prioritariamente por jovens entre 18 e 24 anos, que representam 40% do público de "surfistas".

Na opinião de Kenyo, a filosofia de ceder o seu lar — ou ter um cantinho à disposição no mundo todo — para hospedar e trocar experiências com alguém novo faz com que a viagem se torne muito mais interessante. "Eu morei em Salamanca, na Espanha, por um ano e pude receber vários turistas, bem como me hospedar durante minhas viagens. Quem gosta de conhecer novas pessoas e fazer amigos certamente se tornará um fã do couchsurfing", garante.

O site tem uma ferramenta de busca que permite descobrir todos os "sofás" disponíveis em cada cidade ou região. Com os resultados, pode-se fazer um filtro daquelas pessoas com cujo perfil você provavelmente terá mais empatia. Lá, os usuários descrevem os livros e filmes de que gostam, a rotina da casa e o que podem oferecer durante a estadia.

Quando apresentadas à filosofia do couchsurfing, muitas pessoas questionam se não é arriscado receber um desconhecido em casa. Kenyo já tem opinião formada: "De maneira nenhuma; o site oferece diversos mecanismos de segurança que podem ser analisados antes de fazer um pedido de hospedagem. Observe os vouchers (certificados de que o participante do site é confiável) e principalmente as referências de outras pessoas sobre quem você está contatando", explica.

Bons momentos

"Só tive experiências ótimas! Na minha viagem à Bélgica, por exemplo, fui hospedado por um belga chamado Steven Snijckers que é apaixonado pelo Brasil. Além de nos oferecer pão de queijo, tinha uma bananeira e um pé de maracujá na sala! Em Paris, fui recebido por um colombiano que me ofereceu um jantar com comidas típicas, alem de me levar a pontos turísticos como o Moulin Rouge. E o legal é manter contato com essas pessoas. Inclusive já tive até a oportunidade de hospedar pessoas que me receberam na Europa, embora isso não seja uma obrigação", lembra Kenyo Andries.

Uma delas foi a austríaca Sabine Gonçalves da Silva, de 37 anos, outra apaixonada pelo Brasil e que herdou o sobrenome do ex-marido. Moradora de Viena, a tecnóloga já esteve no país pelo menos 10 vezes e agora virá viver aqui. Na última delas, visitou Kenyo, que conheceu na cidade natal. Na opinião dela, a filosofia do Couchsurfing ajuda a abrir a mente do viajante a outras culturas. Ela acrescenta: as vantagens são muito maiores do que simplesmente não pagar hospedagem.

"Normalmente, somos hospedados por uma pessoa nativa, o que te leva a ter uma visão particular e mais realista do local onde você está visitando, com dicas supervaliosas de lugares e experiências que você jamais descobriria sozinho", comenta. "Entre as desvantagens, poderia citar a falta de conforto e de privacidade em algumas ocasiões, o que geralmente não incomoda as pessoas com perfil para participar dessa comunidade", avalia. "O melhor de tudo é quando encontramos almas parecidas e temos a oportunidade de visitar as pessoas no país onde moram, como aconteceu com o Kenyo", completa a austríaca.

NÚMERO

40%

Percentual dos internautas na faixa etária dos 18 aos 24 anos, que representam a maior fatia de usuários do Couchsurfing
FRASE

"Entre as desvantagens, poderia citar a falta de conforto e de privacidade em algumas ocasiões, o que geralmente não incomoda as pessoas com perfil para participar dessa comunidade"

Sabine Gonçalves da Silva, tecnóloga "





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