No dia 1º de janeiro, tive uma conversa com um recém conhecido e estávamos discutindo as festas de fim de ano e quando eu considerava o início do ano pra mim. Sem dúvida não é agora. Principalmente porque janeiro e fevereiro são meses que parecem ter uma energia pesada, inercial. Talvez, justamente por conta desse fim de ciclo astrológico. E eu pensei: nossa quero que chegue logo março! E percebi que talvez esteja me pautando bastante pelo ano novo zodiacal. Ou inconscientemente, talvez porque em março terei as respostas das coisas que estou aguardando agora. Mas em todo caso esse "ano novo, vida nova" para mim não faz muito sentido, e no fim, sempre me vejo meio perdida em meio a isso tudo pois é difícil fugir e as pessoas não aceitam que você não queira estar no mesmo ritmo delas. Isso, ritmo.
A vida inteira fui muito questionada por não entrar no dos outros.
Esses dias começaram uns comentários no facebook: Nossa como o tempo está passando, primeiro recebia convites de quinze anos, depois de casamentos e agora de batizados. E concluí que na verdade cada um tem sua própria forma de marcar os momentos de sua vida, mas porque euzinha tenho que ir com a boiada pular sete ondinhas, comer sete uvinhas e lentilhas?
Bom, eu sou uma pessoa meio aversa a essas convenções que tentam nos impor. Não acredito nem um pouco que com a mudança de um ano para o outro nossa vida tenha chance de mudar drásticamente. O que tenho levado em consideração nos últimos tempos é o início do meu ano novo, que é quando fazemos aniversário. É o que chamam de "revolução solar", o período entre um aniversário e outro. Mas, de uma forma ou de outra, o ano nunca começa em janeiro. Rsssss
O vídeo é de uma música que fala das batidas do coração, que ditam o ritmo de nosso corpo, nosso tambor interno.
Bjinhossss e vamos seguindo no nosso ritmo ;)
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